
Eu quero um lugar para mim, uma Shangri-Lá particular. Pra eu pisar no chão de pés descalços na terra fofa, meus pés livres dos calos, livres das pressas, sem medo de pisar cacos de um mundo destroçado. Quero meus dedos livres de anéis, meus pulsos livres de algemas, relógios ou facas. Quero minhas mãos enlaçadas com outras mãos amigas, quero minhas mãos afagando. Quero a garganta livre de cordões e gravatas, livre pra cantar, pra gritar, quero minha garganta desobstruída de angústias e tristezas, que têm o tamanho de um caroço de abacate entalado na goela. Quero ver sem precisar enxergar e enxergar tudo o que antes não via. Quero ouvir o sol. Quero as estrelas no céu, que é o lugar delas. Quero a lua, quero o vento, quero o mar. Quero ipês amarelos e roxos, quero jasmineiros. Quero árvores carregadas de frutas e as nuvens carregadas ás vezes para derramar sua chuva e descarregar meus ombros, minha alma. Quero um lugar em que não precise conter meu riso nem minhas lágrimas. Um lugar sem compromisso marcado, sem esperas, remas que sempre vai estar cheio de gente. De gente, não de fantasmas como aqui. Eu quero me lambuzar de mel e alegria até enjoar e sentir um pouco de tristeza pra não cair na rotina. Quero um lugar assim e não posso demorar a encontrar (estou sempre procurando). Não vou esperar pra viver quando minha vida estiver chegando ao fim (o ser humano adia demais as coisas para o fim da vida e esquece que cada segundo pode ser o fim da sua vida). É nesse lugar que eu vou viver até o fim da minha vida. E quando esse dia chegar, hão de me enterrar à sombra do mais frondoso ipê amarelo. Alguém vai usar o tronco forte como lápide e escrever a canivete o meu epitáfio: “Aqui jaz um homem que usou os lápis até o fim”.
A cada dia sinto que esse tal lugar escorrega por entre meus dedos. Por isso mesmo, a cada dia posso senti-lo um pouco mais... Muito, muito perto.
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Cara, não tenho o que comentar a respeito do texto. Francamente, ele tá muito sem-noção. Nem vocês precisam comentar. Só o que eu quero dizer é que depois que eu o li lembrei de um texto que durante muito tempo foi atribuído a Jorge Luís Borges e também da música "Casa no Campo", uma das minhas preferidas de Elis. E também dizer que a idéia pra esse texto surgiu no carro e as imagens que eu formei na hora eram muito legais. Pena que eu não consegui reter praticamente nenhuma pra suar no texto final, na minha cabeça seria bem melhor XD Mas postei enfim, porque senão Caio me demite do blog.
A cada dia sinto que esse tal lugar escorrega por entre meus dedos. Por isso mesmo, a cada dia posso senti-lo um pouco mais... Muito, muito perto.
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Cara, não tenho o que comentar a respeito do texto. Francamente, ele tá muito sem-noção. Nem vocês precisam comentar. Só o que eu quero dizer é que depois que eu o li lembrei de um texto que durante muito tempo foi atribuído a Jorge Luís Borges e também da música "Casa no Campo", uma das minhas preferidas de Elis. E também dizer que a idéia pra esse texto surgiu no carro e as imagens que eu formei na hora eram muito legais. Pena que eu não consegui reter praticamente nenhuma pra suar no texto final, na minha cabeça seria bem melhor XD Mas postei enfim, porque senão Caio me demite do blog.
Boa noite a todos.
PS: Como se Caio tivesse moral pra isso! XD
PPS: Não reparem, acabei de perder no Freecell e quando eu fico de mau-humor tenho tendência a fazer piadas sem graça.
PPPS: Quem disser que então eu sempre estou de mau humor, murro virtual ¬¬"
3 venetas:
“Aqui jaz um homem que usou os lápis até o fim”, sim, de fato, um belo epitáfio. Belo. Como a agústia da personagem. Sim! Há beleza na angústia e na tristeza:a beleza da falta! Que por sua vez origina desejo. E que, por fim, gera sonhos (aí está a beleza escondida)!E sonhos que levam a quê? No caso do personagem, ao presente. Pois só existe o tempo presente. E Carlos nos lembra isto. Com leveza e maestria nos dá um fraterno puxão de orelhas e nos aconselha a respirar o agora! Belo texto, Carlos, ótimo mesmo!Realmente inspirador =)
kkkkk! eu levei um murro virtual!!
kkkkkk! droga... ¬.¬
ei... vou roubar teu epitáfio! xP
eu nucna usei um lápis até o fim... jah usou uma bic ateh o fim??
ahh! eu tow quase no final da minha borracha! eu pretendo usa-la até ficar soh akeles pedacinhos de algo que foi apagado. eh minha meta pra esse ano ainda. xP
¬.¬'
sim... não axei o texto sem noção. gostei pow.
PS: acabei de almoçar.... nham nham...vou estudar agora. _o/\o_
;*
PSS: no verificação de palavras pra ki eu possa comentar tá escrito: viata. kkk! quase viada. ¬.¬
Ah! Amanhã o metrÔ estará de greve.
¬.¬''
Comentário sem noção...
o.O
Cara, a parte que você falou que quer um lugar com gente, não fantasmas, me lembrou muito uma coisa que antes eu pensei, mas não tive muita aceitação ou entendimento... Não sei se você pensou como eu, ou se só usamos o mesmo termo, mas eu também considero este um mundo de fantasmas, em vários sentidos.
O texto me veio carregado de sentimentos, dos mais variados. E posso dizer que também quero o que no texto foi exposto. Meu Shangri-Lá particular, com toda a beleza da liberdade de espírito, não só a física.
Expuseste minha ânsia. =}
E, não só por ter a ver com o que penso, este é um ótimo texto!
PS: Não sei porque, mas nunca consigo realmente captar seu mau humor virtualmente! Você fala sobre ele, mas eu não o vejo! (Pelo menos, isso me livra do "murro virtual"!! =B hahaha =P )
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